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KGL: cultura organizacional se constrói pela experiência

KGL: cultura organizacional se constrói pela experiência
Caio Cibantos

Caio Cibantos

Sócio da Kaaza e CIO (Chief Innovation Officer), onde lidera as frentes de inovação, branding e integração de processos e projetos. Atua no desenvolvimento de métodos que conectam estratégia, arquitetura, tecnologia, inteligência artificial e experiência para tornar lançamentos imobiliários mais integrados, eficientes e orientados à geração de valor. Seu objetivo é entender o futuro do mercado imobiliário.

KGL: transformar valores em experiências compartilhadas

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Existe uma crença bastante comum dentro das empresas: o desenvolvimento das pessoas acontece principalmente em treinamentos.

Cursos, palestras, workshops e reuniões de alinhamento têm seu valor. Eles ajudam a transmitir conhecimento, apresentar conceitos e organizar expectativas.

Mas existe um limite para tudo aquilo que pode ser aprendido apenas ouvindo alguém explicar.

Algumas competências só aparecem quando precisam ser colocadas em prática.

Liderança.
Colaboração.
Confiança.
Capacidade de decidir sob pressão.
Respeito por diferentes formas de pensar.

É fácil falar sobre liderança. Muito mais difícil é exercê-la quando existe um objetivo a alcançar, pouco tempo para decidir e outras pessoas dependendo da sua escolha.

Foi justamente dessa percepção que nasceu a KGL — Kaaza Games League.

Uma iniciativa que utiliza a competição como ambiente de desenvolvimento humano, integração entre equipes e fortalecimento da cultura da Kaaza.

O objetivo nunca foi apenas criar momentos de lazer.
O jogo é o meio.
O desenvolvimento das pessoas é o verdadeiro propósito.

O comportamento de uma equipe aparece quando existe um objetivo comum

Dentro de uma empresa, cada setor possui suas próprias metas, responsabilidades, processos e indicadores.

Essa organização é necessária. Sem ela, não existe clareza sobre o que cada área precisa entregar.

Mas essa mesma estrutura também pode criar barreiras naturais entre as equipes.

Com o tempo, as pessoas passam a enxergar principalmente os desafios do próprio setor. Compreendem profundamente sua parte do processo, mas nem sempre percebem como suas decisões afetam o restante da empresa.

É assim que os silos começam a se formar.

Não necessariamente por falta de vontade de colaborar, mas porque poucas situações colocam pessoas de diferentes áreas diante de um mesmo objetivo, com o mesmo nível de responsabilidade pelo resultado.

A KGL propõe justamente o contrário.

Os times são formados por colaboradores de diferentes setores, que passam a compartilhar um objetivo durante toda a temporada.

Cada partida, atividade ou desafio influencia a pontuação da equipe.
Isso muda a dinâmica das relações.
O sucesso deixa de ser individual.
Passa a ser coletivo.

Quando pessoas de diferentes áreas precisam vencer juntas, elas começam a enxergar competências que dificilmente aparecem na rotina profissional.

Quem consegue manter a calma sob pressão?
Quem organiza o grupo?
Quem enxerga uma solução que ninguém havia percebido?
Quem motiva os colegas depois de uma derrota?
Quem sabe escutar antes de tomar uma decisão?

Esses comportamentos não aparecem em uma apresentação sobre cultura.
Eles aparecem quando a experiência exige que sejam colocados em prática.

O problema nunca foi a competição

Existe uma ideia bastante difundida de que ambientes competitivos prejudicam a colaboração.

Mas o problema não é a competição.

O problema é quando ela incentiva pessoas a vencerem umas das outras dentro da própria empresa, em vez de aprenderem a vencer juntas.

Na KGL, a lógica é diferente.
Os colaboradores não competem apenas por desempenho individual. Eles representam um time.

Para que esse time tenha sucesso, é necessário organizar funções, respeitar estratégias, confiar nas habilidades dos colegas e compreender que ninguém vence sozinho.

Essa dinâmica aproxima a competição muito mais do esporte do que de uma disputa individual por reconhecimento.

A pressão existe.
A vontade de vencer também.
Mas ambas passam a estimular comportamentos que fazem sentido para a cultura da empresa.

Competir deixa de significar rivalidade. Passa a significar evolução coletiva.

A competição cria um contexto em que cada pessoa precisa contribuir com aquilo que sabe fazer melhor, ao mesmo tempo que aprende a depender das competências dos outros.

É nesse momento que a colaboração deixa de ser uma orientação abstrata e se transforma em uma necessidade real.

Liderança também se aprende vivendo

Outro aspecto importante da KGL é a possibilidade de diferentes pessoas assumirem papéis de liderança.

Nem sempre quem lidera uma área dentro da empresa será o líder de um time durante a competição. E isso é intencional.

Uma pessoa pode descobrir, dentro de um desafio, sua capacidade de organizar o grupo, distribuir responsabilidades, tomar decisões, motivar colegas e lidar com momentos difíceis.

Em muitos casos, competências que ainda não haviam aparecido no ambiente de trabalho começam a se revelar.

Ao mesmo tempo, quem normalmente ocupa uma posição de liderança também experimenta outro papel: o de liderado. Pode parecer um detalhe, mas não é.

Respeitar uma estratégia que não foi definida por você, confiar nas decisões de outra pessoa e compreender diferentes estilos de liderança também são formas importantes de desenvolvimento.

Esses aprendizados retornam naturalmente para o ambiente profissional.
A pessoa que liderou passa a compreender melhor o peso de uma decisão.
A pessoa que foi liderada passa a perceber a importância da confiança, da clareza e do comprometimento coletivo.

Não basta ensinar liderança. É preciso criar situações em que ela possa ser exercida.

Uma temporada que vai muito além dos jogos

Inspirada no modelo das ligas esportivas, como acontece na NBA, a KGL funciona em temporadas.

Os times disputam diferentes desafios ao longo do ano e, ao final de cada ciclo, acontece um draft para redistribuir os jogadores entre as equipes.

Esse formato evita a formação de grupos permanentes e amplia continuamente as oportunidades de integração.

A cada nova temporada, os colaboradores precisam construir relações diferentes, compreender novas dinâmicas e aprender a trabalhar com outras competências e personalidades. Isso impede que a experiência se torne previsível.

Também evita que os times se transformem apenas em extensões dos círculos de amizade já existentes dentro da empresa. Ao longo da temporada, as atividades vão muito além das competições técnicas.

A pontuação também considera iniciativas esportivas, desafios colaborativos e ações institucionais, como campanhas de doação de sangue e apoio a instituições beneficentes.

Ou seja, vencer não depende apenas de ter o melhor desempenho em um jogo. Depende de participação. Depende de comprometimento. Depende da capacidade de mobilizar pessoas em torno de objetivos que também geram impacto fora da própria empresa.

A proposta da KGL é ampliar o significado da competição.

O time mais forte não é necessariamente aquele que possui os melhores jogadores em uma atividade específica. É aquele que consegue se organizar, manter o engajamento e participar de forma consistente ao longo de toda a temporada.

O lançamento da KGL colocou a cultura em movimento

Desde o lançamento da liga, a proposta já ficou evidente.

Os colaboradores participaram de uma grande gincana que reuniu atividades como paintball, corrida de obstáculos e a construção de uma canoa para atravessar um lago.

Cada desafio exigia competências diferentes.
Em alguns momentos, era necessário velocidade.
Em outros, estratégia.

Também era preciso dividir funções, escutar ideias, tomar decisões rápidas e confiar que cada pessoa cumpriria sua parte.

Ao final do dia, os pontos foram somados e as equipes mais bem colocadas foram premiadas.

Mas a classificação não foi o aspecto mais importante da experiência.

O principal foi perceber como pessoas que normalmente trabalham em áreas diferentes precisaram confiar umas nas outras para resolver problemas sob pressão.
Naquele ambiente, o cargo de cada pessoa importava menos do que sua capacidade de contribuir com o grupo.

Alguns lideraram.
Outros encontraram soluções.
Alguns ajudaram a equipe a manter o foco.
Outros assumiram tarefas que ninguém mais queria executar.
Esse tipo de comportamento dificilmente aparece em uma sala de reunião.

Também não pode ser simulado completamente em uma apresentação ou em um treinamento convencional. Ele precisa ser vivido.

Cultura não se fortalece porque está escrita na parede

Empresas costumam investir bastante tempo tentando explicar sua cultura.
Criam apresentações, documentos, manifestos, valores e códigos de conduta.

Tudo isso é importante.
Mas cultura não se consolida apenas pelo discurso.
Ela se fortalece pelas experiências que a empresa cria.
Pelas histórias que as pessoas passam a contar.
Pelos desafios enfrentados em conjunto.
Pelos momentos em que alguém precisou confiar em um colega para alcançar um objetivo maior.
É isso que cria pertencimento.

Quando um colaborador sente que realmente faz parte de uma equipe, o vínculo deixa de ser apenas contratual, ele passa a existir também no compromisso assumido com outras pessoas.

Esse tipo de conexão fortalece relacionamentos, aumenta o engajamento e amplia a compreensão de que o resultado da empresa depende da colaboração entre diferentes áreas.

A pessoa deixa de enxergar apenas seu setor.
Passa a enxergar o sistema.
E, quando isso acontece, a cultura deixa de ser apenas aquilo que a empresa diz valorizar.
Ela começa a aparecer na forma como as pessoas se comportam.

A KGL nasceu de uma experiência que já existia dentro da Kaaza

Antes da criação da liga, a Kaaza já havia percebido o potencial de ações internas baseadas em competição.

Iniciativas anteriores realizadas entre os colaboradores despertaram um alto nível de participação, envolvimento e interesse pela continuidade desse tipo de experiência.

As pessoas não apenas participaram.
Elas queriam que novas ações fossem criadas.

A KGL nasceu como uma evolução dessa percepção.
Não como um evento isolado.
Não como uma confraternização com data para começar e terminar.
Mas como um projeto contínuo de desenvolvimento, integração e fortalecimento da cultura organizacional.

O formato de temporadas permite que a experiência continue gerando novos desafios, novas relações e novas oportunidades para que diferentes competências apareçam.
A cada ciclo, os times mudam.
Os desafios mudam.
As pessoas também mudam.

Mas o propósito continua o mesmo: criar um ambiente em que colaboração, liderança, confiança e pertencimento possam ser vividos de forma concreta.
Porque, no fim das contas, cultura organizacional não é aquilo que uma empresa diz que valoriza.

É aquilo que ela cria oportunidades para que as pessoas vivam.

Conheça os times

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